As novas legislações sobreplástico de uso único e a movimentação do setor

Donos de marcas e empresas do setor de embalagens buscam alternativas para se adequarem às novas legislações e ao mesmo tempo reduzir o impacto ambiental

A sustentabilidade do meio ambiente tornou-se uma preocupação crescente dos consumidores. Os plásticos descartáveis, ou de “uso único”, àqueles que são usados apenas uma vez, antes de serem descartados, têm seus dias contados. Itens como sacolas plásticas, canudos, agitadores de café, garrafas de refrigerante e água e a maioria das embalagens de alimentos.

A Alemanha, país sempre pioneiro quando o assunto é sustentabilidade, foi o primeiro a determinar o fim do plástico de uso único. A iniciativa tenta resolver a enorme poluição que tem sido denunciada mundo afora. A “onda” contra o plástico é descabida. Todos os materiais descartados irresponsavelmente poluem, sejam embalagens, carros, materiais eletrônicos, restos de material doméstico ou entulhos da construção civil.

A Europa seguiu a determinação e, desde então, muitas empresas têm definido políticas e metas para a sustentabilidade ambiental, pois ela contaminará a sustentabilidade social e econômica.

Até o momento, existem três estados, nos Estados Unidos, que proibiram o plástico de uso único: Califórnia, Havaí e Nova York. A proibição de sacolas plásticas descartáveis em Nova York entrou em vigor em março de 2020. Segundo o Greenpeace, alguns países, como Peru e Austrália, restringiram severamente os plásticos de uso único. Outros, como França e Quênia, estão banindo-os completamente.

De acordo com um relatório da ONU, 127 países implementaram algum tipo de política reguladora de sacolas plásticas até julho de 2018. O relatório mostrou que 27 países também promulgaram algum tipo de proibição de outros plásticos de uso único, como pratos, copos, canudos ou embalagens.

Os países que proibiram os plásticos descartáveis incluem Itália, China, Bangladesh, muitos países da África, incluindo Ruanda, Quênia, Congo e África do Sul.

Embalagens e produtos de espuma de plástico parecem ser percebidos pelos governos como os plásticos de uso único mais problemáticos, dada sua presença facilmente observável (e desagradável) no meio ambiente, pendurados em cercas ou árvores ou flutuando em rios.

O que acontece é que a mídia reporta o que está na superfície da terra ou dos oceanos, quando deveria aproveitar sua força para educar a população sobre o consumo e o descarte consciente e responsável.

Menor impacto ambiental

Em março de 2018, a Multivac, uma das indústrias pioneiras do setor de máquinas para embalar laticínios, apresentou um dos seus desenvolvimentos para atender a nova demanda, na feira AnuFoodTec na Alemanha. A princípio, a empresa conseguiu substituir o plástico rígido das embalagens termoformadas por cartão revestido, diminuindo em 75% a quantidade de plástico. A embalagem permite ainda perfeita separação entre plástico e cartão. De outra forma, só piorariam a situação.

A SealPack seguiu na mesma linha com o desenvolvimento de duas soluções, a Flat Skin, e a bandeja de cartão, que pode ser totalmente separada da bandeja de plástico.

Além das empresas de máquinas e embalagens, os donos de marca também estão se movimentando apresentando alternativas para solucionar o problema.

Aqui no Brasil, a Danone já está seguindo os critérios de ECO Design. A embalagem do Danoninho Orgânico permite a separação do lacre, rótulo e pote plástico, facilitando a reciclagem. Estas soluções são úteis e ajudam muito a reduzir o impacto ambiental.

A origem dos produtos também preocupa os consumidores. Muitos donos de marca já estão usando as ferramentas de rastreabilidade para garantir a tranquilidade dos seus clientes, mostrando de onde vem o produto consumido por eles.

Muitas embalagens destacam que seus produtos levam em conta o bem-estar animal e trazem um QR Code que permite aos consumidores obter mais informações.

Um bom exemplo, que poderia ser utilizado pela indústria de laticínios, é o da espanhola Casademont que ganhou o reconhecimento de um prêmio da ANUGA com a embalagem de seu presunto ibérico. A embalagem Key Pack traz um sistema de abertura que evidencia a sua abertura e, mesmo assim, pode ser refechada, para a conveniência dos consumidores. A marca também utiliza a embalagem híbrida de cartão e plástico.

Estas iniciativas e propostas demonstram que os consumidores querem soluções para reduzir a poluição ambiental e também embalagens mais seguras. Embalagem melhor. Mundo melhor. Sempre!

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