IMPRESSÃO DIGITAL VERSUS A FLEXOGRÁFICA. QUAL É O LIMITE?

O Instituto de Embalagens teve a oportunidade de participar do lançamento da nova plataforma de impressão digital da HP, em Israel, em junho último. Sentimo-nos privilegiados, de um lado por sermos os primeiros que puderam ver as máquinas efetivamente rodando, de outro, pelo networking, afinal havia lá empresários do mundo inteiro, e ainda por assistir às palestras de executivos reconhecidos mundialmente, como o da Coca-Cola, que falou sobre o projeto dos nomes nas embalagens da Coca-Cola Zero, possível justamente por conta da nova tecnologia.

Todas as palestras deram, claramente, a perspectiva de importância da impressão digital para o novo cenário de negócios, capaz de atender demandas cada vez mais inexoráveis – de pedidos menores em quantidade e maiores em versões. Isso é uma tendência mundial sem possibilidade de retrocesso.

As novas impressoras digitais HP Indigo para embalagens flexíveis (série 20.000), agora para maiores formatos (750mm por 530mm), ou bobinas de até 30 polegadas por 29 de passo, permitem impressão em alta resolução sem custos de setup e quase não apresentam perdas de material para ajustes. São equipamentos especialmente desenvolvidos para atender ao desafio de entregar lotes menores e variados, em curto período de tempo.

No processo a novidade é que há impressão indireta como no de offset, só que sem utilização de chapas, e a transferência acontece de uma só vez (todas as cores de uma única vez), conhecida como One Shot Colour, o que garante a precisão do registro, mesmo com sete cores, utilizando a tecnologia de tintas EletroInk da própria HP.

Além de ver máquinas em funcionamento, os visitantes conheceram a linha de montagem e a fábrica de tintas EletroInk®, um dos fatores de sucesso da nova plataforma.

Competitividade: o grande diferencial

A ideia óbvia é possibilitar às empresas o atendimento às novas necessidades dos mercados, como entregar lotes menores e mais diversificados ou com alterações frequentes, além de lotes-piloto para testes segmentados ou promocionais. Mais do que isso, essa tecnologia libera as máquinas convencionais para trabalhar de forma mais competitiva em jobs maiores e, assim, a empresa como um todo fica mais competitiva e apta a participar de outros e novos mercados com pedidos distintos.

Sabemos que a curva de custos da impressão flexográfica se inicia num ponto B, com os custos de preparação de chapas, placas ou cilindros, além do tempo para o ajuste ou setup. Assim, à medida que o serviço “roda”, a curva de custos por metro quadrado vai crescendo numa curva lenta, portanto, quanto maior a metragem ou tamanho do serviço e do trabalho, o custo por metro quadrado fica melhor, já que há a “diluição” do custo inicial.

Na impressão digital, os custos e tempos iniciais são menores, representados pelo ponto A do gráfico, porém a curva de custos por metro quadrado cresce mais acentuadamente. O ponto “X” é o ponto de cruzamento das duas tecnologias e representa o tamanho de lote ideal para rodar em uma ou em outra tecnologia.

Correto? Parcialmente! Há que se considerar outro importante aspecto: o atendimento no “timing” do cliente, ou seja, dentro do prazo que ele precisa e, mais do que isso, a importância da competitividade da empresa de embalagens. Este sim é o verdadeiro “X” da questão, o grande diferencial competitivo.

É de suma relevância a liberação das impressoras flexográficas para a produção de lotes econômicos. Os grandes pedidos as ocupam de forma inteligente e economicamente sustentável, o que é uma grande contribuição do processo digital para melhorar a competitividade geral da empresa.

A inteligência está na complementaridade dos processos! No Brasil, a tecnologia digital deve chegar em breve. A HP deve instalar um equipamento para oferecer ao mercado a possibilidade de conhecê-la, testar seus produtos e acompanhar de perto. É importante acompanharmos essa evolução, pois é uma alternativa para complementar as opções de impressão flexográfica, que devem continuar a crescer à medida que a diversidade dos lotes aumentar.

As amostras que pudemos acompanhar em produção em Israel mostram que a impressão digital atingiu qualidade compatível com a flexográfica em termos de registro e de fidelidade de cores sólidas, além de mínimas e máximas excelentes. Impressão mais rápida para lotes menores promove empresas mais competitivas, o que é muito bom para um mundo melhor e mais diversificado. Embalagem melhor. Mundo melhor!

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