• Manifesto
  • Mentoria
  • Seja Mentora

MANIFESTO - 08 de Março

As mulheres passaram de consumidoras a “embalageiras” que desenvolvem e transformam embalagens, trazendo novas perspectivas sobre sustentabilidade, comportamento de consumo e responsabilidade social

Leia o manifesto

O Manifesto

Sou engenheira de formação e embalageira desde criança. Minha paixão pelas embalagens sempre ultrapassou o universo profissional. Nas ruas, nos supermercados ou durante viagens, continuo observando embalagens com o mesmo encantamento da infância. A diferença é que hoje meu olhar está voltado à inovação, à sustentabilidade e ao desenvolvimento de negócios, sempre com a convicção de que as embalagens têm o poder de transformar o mundo para melhor.

Desde a universidade enfrentei desafios. Frequentemente era a única mulher em sala de aula, realidade que se repetiu ao longo da carreira. Cada obstáculo se transformava em oportunidade para fortalecer ideias e abrir caminhos. O ambiente era hostil: não havia sequer banheiro feminino. A solução improvisada, samambaias nos mictórios, tornou-se um símbolo do tempo. Aos poucos, conquistei respeito, amizades, bolsas de estudo e, sobretudo, o direito de falar e ser ouvida.

Quando iniciei minha trajetória profissional, há mais de quatro décadas, o setor de embalagens era essencialmente técnico, industrial e predominantemente masculino. Falava-se de resistência mecânica, produtividade, custos e eficiência logística. Pouco se discutia sobre pessoas, comportamento ou impacto ambiental. A embalagem era vista como fim de linha, nunca como início de uma responsabilidade.

Entrei nesse universo movida pela curiosidade e pela certeza de que embalagem é muito mais do que um invólucro. Ela é ponto de encontro entre indústria, consumidor, sociedade e planeta. Talvez esse olhar mais amplo e integrador tenha marcado minha trajetória, e seja também uma característica da contribuição feminina ao longo da evolução do setor.

No início, era raro encontrar mulheres em reuniões técnicas, fábricas ou discussões estratégicas. Era preciso provar competência antes mesmo de começar. Aprendi que conhecimento técnico precisava caminhar junto com persistência.

Fui a primeira mulher a assumir posições de liderança em diferentes empresas, como engenheira industrial, coordenadora e, depois, gerente. Para parecer mais velha e ser levada a sério, usava sapatos de segurança, óculos de armação grossa (mesmo sem precisar) e roupas pesadas. Sinto orgulho de ter aberto espaço para outras profissionais que também enfrentaram barreiras.

Investi intensamente em estudo, idiomas, feiras internacionais e visitas a pontos de venda ao redor do mundo. Aprendia, compartilhava, orientava equipes e estimulava a curiosidade, sempre buscando as oportunidades escondidas nos “por quês”.

A experiência internacional me mostrou que embalagens refletem identidades culturais. Cores, formas e materiais traduzem hábitos e valores, transformando cada embalagem em um verdadeiro documento antropológico. Essa percepção ampliou o papel das mulheres no setor, historicamente conectadas à observação social e comportamental, fortalecendo a compreensão da embalagem como linguagem cultural.

Sempre pensei que, na ponta, quem muitas vezes decidia o sucesso de uma embalagem eram as mulheres, responsáveis, em grande parte, pelas compras nos mercados. Um dia, imaginei, essa percepção se tornaria evidente, e começariam a contratar mulheres para ajudar a definir embalagens. E assim aconteceu. Primeiro vieram as engenheiras de alimentos nos departamentos de P&D, depois profissionais de marketing, agências de design e linhas de produção. Em seguida, surgiram gestoras, diretoras e CEOs.

Também percebi algo fundamental: as mulheres faziam perguntas diferentes.

Enquanto muitos avaliavam apenas o desempenho técnico do material, nós perguntávamos:

  • Como o consumidor vai entender essa embalagem?
  • Ela é fácil de abrir?
  • Pode ser reciclada?
  • Que impacto deixará depois do uso?

As mulheres ajudaram a redefinir o significado da embalagem. Ao incorporar visão sistêmica, sensibilidade social e compromisso ambiental, transformaram-na em elo entre inovação e sustentabilidade.

A contribuição feminina torna-se estratégica porque conecta três dimensões essenciais:

  • funcionalidade técnica
  • responsabilidade ambiental
  • empatia com o consumidor

O futuro das embalagens será definido menos pela tecnologia isolada e mais pela capacidade de integrar pessoas, propósito e planeta.

A presença feminina também contribui para novos modelos de liderança, substituindo estruturas hierárquicas rígidas por ambientes colaborativos, multidisciplinares e orientados à inovação. Apesar dos avanços, ainda existem barreiras. Superá-las exige políticas corporativas inclusivas, educação técnica acessível e estímulo às jovens desde o momento em que escolhem sua formação, além de ambientes acolhedores e mentoria de mulheres mais experientes.

Ao viajar e estudar diferentes mercados, compreendi que embalagens contam histórias. Revelam hábitos alimentares, níveis de desenvolvimento, preocupações ambientais e até características emocionais de uma sociedade.

A embalagem fala antes mesmo do produto.

Uma das maiores alegrias da minha trajetória foi perceber que compartilhar conhecimento transforma pessoas e setores de maneira duradoura. Hoje vejo novas gerações, especialmente mulheres, ocupando laboratórios, centros de inovação, posições estratégicas e lideranças industriais com uma consciência ambiental e social muito mais madura.

 

Ainda precisamos ampliar a presença feminina em áreas industriais e cargos técnicos de decisão. É fundamental incentivar meninas a enxergar engenharia, ciência e sustentabilidade como caminhos possíveis. Quanto mais diversos forem os olhares na cadeia de embalagens, melhores serão as soluções para o planeta.

Agora, desejo iniciar um movimento para ampliar a inclusão feminina em todos os elos onde a embalagem é pensada e decidida.

Convido mulheres experientes, de qualquer segmento dessa extensa cadeia, a integrarem o grupo: MULHERES EM EMBALAGENS

Compartilhando experiências, orientando as mais jovens, acelerando carreiras e tornando as jornadas mais leves.

Da mesma forma, convido as jovens profissionais a participarem dos fóruns, debates, conversas e mentorias que iremos promover.

Porque embalagem feminina tornará o mundo melhor.

 

Grupo de Mentoria para Mulhres

Este manifesto não termina aqui. Ele começa com você.

Criamos um grupo de mentoria no Telegram para conectar mulheres da indústria de embalagens, promover trocas reais e construir caminhos de desenvolvimento e liderança.

Nesse espaço, Assunta Napolitano Camilo e outras mentoras da indústria irão compartilhar conteúdos, experiências, vídeos e orientações para fortalecer a presença feminina no setor.

Entre para o grupo e faça parte desse movimento.

Participar do Grupo de Mentoria:

Clique aqui e entre no grupo

Seja uma mentora

Se você entende que pode ajudar outras mulheres mentorando, preencha o formulário que iremos entrar em contato e explicar o processo de mentoria:

Adquira o material didático

Curso Embalagens
de transporte

R$2250

Comprar

KIT DE REFERÊNCIA EM EMBALAGENS

R$ 150

Adicionar ao Carrinho
  • Quem somos
  • Seja um patrocinador
  • Cursos, Fóruns e Workshops
  • Manifesto
  • Livros
  • Fotos e Vídeos
  • Artigos
  • Contato
  • Quem somos
  • Seja um patrocinador
  • Cursos, Fóruns e Workshops
  • Manifesto
  • Livros
  • Fotos e Vídeos
  • Artigos
  • Contato
  • Clube da Embalagem
  • Minha conta
  • Carrinho
  • Tel: +55 (11) 2854-7770 - indisponivel
  • Tel: +55 (11) 3431-0727 INDISPONIVEL
  • (11) 94778-6901
  • (11) 96065-3552
  • (11) 94473-3236
  • Traçar Rota
Facebook Instagram Youtube Linkedin