FOCO EM DIFERENCIAÇÃO E AUMENTO DE EFICIÊNCIA

Com o aumento da competição e da globalização, as empresas procuram soluções para aumentar a eficiência da operação e para terem embalagens cada vez mais distintas nos pontos de vendas

Diante deste quadro, os expositores concentraram seus esforços em apresentar novidades para diferenciação das embalagens e as empresas de máquinas e embalagens de transportes suas possibilidades de redução de custos e de perdas e aumento da eficiência no final da linha.

Como falamos na parte 1, as embalagens flexíveis são as vedetes por serem mais competitivas. Ainda assim, os expositores investiram em incluir tampas especiais e efeitos no material, como o paper touch ou paper look por meio de tintas e vernizes.

Aplicações em bisnagas têm crescido para substituir embalagens plásticas rígidas ou flexíveis e elas também estiveram em evidência com opções de decoração 360 graus, laminação com filmes holográficos ou metalizados, ou ainda decorados com rótulos autoadesivos, criando janelas transparentes.

Havia muitas empresas de tintas, como o Grupo Toyo Ink, com a proposta de laminação de folhas metálicas com filmes, contribuindo assim para latas de aço sem oxidação e mais elegantes, por exemplo. Até tambores de aço de 200 litros, com apresentação diferenciada, foram mostrados pela Greif, que por meio de impressão digital, pode atender demanda em quantidades menores.

A Airopack voltou com a sua proposta de aerossol sem gás e grandes marcas como a Procter & Gamble já estão usando.

Uma inovação que causou impacto foi apresentada pela OPEN VAC. Trata-se de um sistema para embalagens de aço com lacre de alumínio num princípio muito parecido com o da Rojek.

Embalagens de transporte

Nesta edição da Interpack, a importância dada às embalagens de transportes para ganhar competitividade foi notável.

A indústria de embalagens de transportes está se concentrando e contribuindo com soluções para os processos com o objetivo de aproveitar ao máximo o potencial na sua fabricação e integração logística.

Um exemplo disso são as caixas plásticas para movimentação interna ou transporte entre fábricas, que usam o sistema 360 graus. Com diversas opções de cores, formatos e tamanhos, as caixas plásticas facilitam a identificação e organização dos itens no processo e eliminam falhas.

Considerando o retorno das embalagens vazias, várias empresas apresentaram embalagens desmontáveis ou que permitiam o encaixe de uma caixa dentro da outra para reduzir o espaço no transporte e na armazenagem.

A inovação ficou por conta das embalagens com um serviço ou uma solução, que ao mesmo tempo, que reduz mão de obra ou tempo, também auxilia no controle de um processo. Por exemplo, as embalagens assépticas da Schultz que já são entregues totalmente limpas e prontas para o envase, ou com os bags internos já posicionados.

Outra novidade apresentada são os agitadores internos das embalagens que permitem misturar o conteúdo sem precisar abrir as embalagens, eliminando o risco de contaminação do produto (oferecidos pela Greif e Schultz).

Identificamos soluções em diversos níveis, desde sistemas completos de finais de linha integrados à produção, até um produto que, aplicado a uma folha de papel, impede que caixas empilhadas sobre um palete em movimento se desloquem e caiam, mesmo quando este fica inclinado, como o da CGP: simplicidade de aplicação e eficiência no resultado com as folhas STA BULON®.

A ICEE da Austrália levou para a feira embalagens de EPS desmontáveis que podem ser retornáveis. Permitiam também montagem em sistema de separação em vários compartimentos.

A princípio esta solução poderia dispensar caminhões refrigerados para pequenas distâncias ou para deltas de temperaturas menores, garantindo produtos frescos e íntegros.

A Greif-Velox apresentou um sistema de vácuo que permite otimizar 100% do espaço de cargas de sacaria. Trata-se da Velovac Packer para enchimentos de sacos com empilhamento perfeito e menos espaço, portanto, redução de custos.

As máquinas para empacotamento no final de linha ou para as embalagens de transportes estavam alinhadas à indústria inteligente, ou à indústria 4.0. Mais flexíveis em respostas às demandas para a produção em grande ou pequena escala, e ao mesmo tempo, competitivas.

Já na área de unitização de cargas com segurança, encontramos empresas com propostas de aplicação de filmes resistentes em sistemas automatizados sem ou com muito pouca interferência de operadores, como proposto pela IMSB – Robopac.

Apostando em embalagens de transporte melhores, teremos um mundo melhor! Sempre!

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